sexta-feira, 19 de junho de 2009

mauritus cornélius escher


mauritus cornélius escher
foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tonsque tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

BIOGRAFIA;

Escher foi o filho mais novo do engenheiro civil George Arnold Escher e de sua segunda esposa, Sarah Gleichman. Em 1903, a família mudou-se para Arnhem, nos Países Baixos, onde Escher praticou lições de carpintaria e de piano até à idade de treze anos.

Freqüentou a Escola de Arquitetura e Artes Decorativas, onde iniciou Arquitetura e, mais tarde, Artes decorativas. Em 1922 deixou a escola para se juntar a Samuel Jessurun de Mesquita, que o iniciou nas técnicas da gravura, dedicando-se ao desenho, à litografia e à xilogravura.

OBRAS;





























segunda-feira, 8 de junho de 2009


Gineteando o Temporal
Os Monarcas
Composição: João Pantaleão G. Leite
Grita o silêncio da noite corcoveiam os trovõesLínguas de fogo lambendo aramados e moirõesNo céu um patrão tropeiro vai remexendo os tiçõesE um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdõesE o gado todo mais louco do que a fúria desse ventoRedemoinhando relento a procura de capõesRelâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagasOs entre choques de adagas as velhas revoluçõesNo horizonte as labaredas vão guasqueando o tempo feioTeatros de assombrações cenário do mundo alheioBoitatás e caiporas tropilhas do pastoreioMeu baio pateando raio o temporal gineteioNeste entreveiro matreiro de faísca, vento e raioMe agarro as crinas do baio que já nem liga pro freioE uma faísca teimosa lhes come a tala do mangoSó por ciúmes deste fandangos partiu minha gaita no meioOs coriscos vão marcando o longo preto do tempoCom nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamentoA mata inteira valseia num compasso pacholentoCom fogo se apaga fogo sempre a cabresto do ventoPor isso um galho extraviado veio tapear meu chapéuAtiçando um fogaréu nos bretes do pensamentoMe apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporalQue sem maneia e buçal ficou meu sovéu com o tento
Alambrado de Cordas
Telmo de Lima Freitas

Neste alambrado de cordasEstirado no violãoAs alegrias mateiamNo fogo do coraçãoE nos singelos acordesQue tange meu violãoTua imagem sarandeiaNo movimento da mãoEntão começo a cantarCanções que eu nunca canteiLembrando ariscas tropeadasDas tropas que eu não tropeeiE os dedos corcoveiamNuma ânsia de afagar-tePois no rodeio da vidaSerás meu último aparte