segunda-feira, 8 de junho de 2009

Alambrado de Cordas
Telmo de Lima Freitas

Neste alambrado de cordasEstirado no violãoAs alegrias mateiamNo fogo do coraçãoE nos singelos acordesQue tange meu violãoTua imagem sarandeiaNo movimento da mãoEntão começo a cantarCanções que eu nunca canteiLembrando ariscas tropeadasDas tropas que eu não tropeeiE os dedos corcoveiamNuma ânsia de afagar-tePois no rodeio da vidaSerás meu último aparte

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